terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Bilhete de identidade e os filhos milionários


Bilhete de identidade: cartão ou documento que, expedido por autoridade competente, contém dados essenciais que identificam seu portador (nome, filiação, data de nascimento, assinatura e impressão digital do portador etc.); bilhete de identidade, carteira de identidade. In dicionário Houaiss

Gil Gonçalves
patriciaguinevere.blogspot.com/

Com mais duas fotos fica bilhete de identidade de cidadãos nacionais. Mais duas fotos bem lindas seriam Estaline e Lenine ou Robert Mugabe e Hitler. Mas as duas fotos verdadeiramente apropriadas seriam a de uma zungueira a ser espoliada por polícias ou os casebres destruídos e também espoliados. Ou ainda a população num campo de concentração e crianças ao relento, no martírio do frio e da chuva mortais. E neste reino das conferências os convidados torcem, desviam as palavras como o compositor alemão, salvo erro, Richard Strauss, que na sua música não denunciava, esquecia as atrocidades nazis nos campos de concentração.
Correctíssimo também seria as fotos de Holden Roberto e Jonas Savimbi. As fotos de Agostinho Neto e de José Eduardo dos Santos destinam-se apenas a fins políticos. A tentar convencer que só existem dois líderes em Angola, um falecido e outro renascido. Pretende-se cilindrar as mentes até à exaustão, derretê-las de depressão. A espelhar o desprezo de identificações que nos vota, na comemoração do seu aniversário o PR conviveu, enalteceu a miséria das populações devidamente bem identificadas do Panguila.
É inútil confiar em alguém que está enamorado, bêbado ou em campanha eleitoral. Shirley MacLaine
Serão a reencarnação dos espíritos das feras? Assim, governar é uma selva exemplar. Este MPLA é matreiro como os lobos. Então, aqueles que sempre estiveram com ele, agora que já não precisa, abandona-os nos esburacados tendais rodeados e assolados por vendavais. Quando soar, rebater mais confusão, os chineses que o apoiem. É como as igrejas que nos bombardeiam com os seus cultos barulhentos. Não são igrejas de Cristo, são parcerias do demónio. Eis a actual situação de Angola sem bilhete de identidade. Numa opressão e espoliação jamais consentidas que nos conduzirão inevitavelmente para outra luta armada. Muito mais violenta que a anterior.
Existem idiotas no poder que parece que não pensam. O bilhete de identidade adulterado vitima-se, reflecte as tremendas alterações climáticas que desfarão, arrasarão tudo o que se construiu. E então veremos a inutilidade de tanta construção e do gozo impune da identificação.
Tanto dinheiro gasto em vão. Assim não haverá dinheiro que chegue… desde que lhes baste, que nos imponham a fome. É necessário proibir, velarem-se leis que cassem a actividade dos especuladores da identificação. Tal como as empresas imobiliárias em que Angola é só deles. Que sejam imediatamente detidos. Que se lhes faça tenaz perseguição. Que se criem grupos de pressão “vingadores”. Que sejam vassourados para sempre da face da terra angolana.
Assim nunca sairemos do caminho da oposição submissa das esquinas silenciosas.
Estes são os tempos mais violentos de que há memória. E eles, os tempos, continuarão, os governos apoiam, originam tão selvático estado de coisas que por pouco nos inibiremos de sairmos das nossas casas. Por enquanto ainda podemos andar em algumas ruas. Quase que não passamos de inúteis traumatizados. Apenas nos lamentamos e afora isso pouco ou nada mais fazemos. Não tomamos opções, estamos como que amarrados no tempo. Deixamos as coisas andarem. Tornámo-nos cobardes porque nos deixamos condenar, escravizar por qualquer governo ou governante de meia-tijela. Para gáudio dos ditadores e dos seus falsos valores. Ainda não repararam que está quase proibido duas pessoas se amarem? As ruas metem-nos medo porque a qualquer momento nelas somos assaltados, violados, roubados e assassinados. Depois os cidadãos vão jurar que o bilhete de identidade não lhes pertence. É dos cidadãos vitalícios Agostinho Neto e José Eduardo dos Santos. Onde está, como fica o pessoal e intransmissível?!
As ruas aterrorizam-nos, tornam-nos doentes mentais à espera de tratamento adequado. E depois a justiça não funciona, ou demora muito nas montanhas de papelada que produz. Compramos uma arma legal ou ilegalmente e aí vamos nós para a nossa protecção pessoal e da nossa família. Infelizmente não podemos mais contar com a polícia porque os crimes são aos milhares… ou aos milhões?
Os filhos milionários
Em 1845, Garrett escreveu, nas "Viagens na Minha Terra", o que custava um rico a um país: a ruína no trabalho, a dissolução moral, a miséria mais escanzelada. Garrett não era comunista.
O patronato português, geralmente, é de um reaccionarismo bolorento. Além de demonstrar uma ignorância e uma incultura atrozes.
In Baptista Bastos. http://diarioeconomico.com/
Este MPLA das calendas é uma sociedade anónima de responsabilidade limitada. Tem um presidente do conselho de administração, administradores e directores que repartem entre si as receitas petrolíferas do tal fundo da reserva especial. Os filhos do presidente do conselho de administração são milionários porque têm direito de sucessão e também ao mesmo saco sem fundo lá vão. O MPLA, SARL tem milhares de operários que devido há sua condição de escravos têm direito a não receberem um tostão. Têm outro direito: o de obrigar as suas esposas a vender em qualquer lado qualquer coisa para conseguirem o vencimento que o MPLA, SARL lhes usurpa. Os accionistas do MPLA, SARL investem muitos milhões no estrangeiro, em Portugal, e em Angola não investem no fornecimento de energia e de água. Escravos não necessitam destas benesses.
Porque sem fazerem nada, basta como habitualmente na qualidade de accionistas aguardarem calmamente que os seus parceiros petrolíferos lhes creditem os milhões de dólares habituais nas suas contas especiais. O MPLA, SARL cumpre obedientemente as ordens superiores dos seus patrões estrangeiros que são: continuar sem escrúpulos a escravizar, a chicotear, a espoliar, a colonizar e neocolonizar o povo angolano. O MPLA, SARL tem muitas filiais, rádios, televisões e jornais que espalham dia e noite as mentiras grotescas dos quase cinquenta anos de informação estalinista e nazista. Tal e qual como numa religião, o MPLA, SARL apresenta-se nas vestes de Deus e impõe a ignorância e a superstição nas populações. E juram que não existe ninguém como ele, com irresponsabilidades acrescidas, com experiência inigualável na governação da corrupção. Assim continua na imposição das trevas marxistas-leninistas. Completamente soltos, deslavados, conluiados com os amigos importados. Sem oposição que lhes faça frente, apenas a de ocasião. É uma ténue oposição do cifrão (?). É uma oposição estóica porque de tanto apanhar ainda impele: vós, MPLA, já estais satisfeitos? Se não, podeis malhar-nos mais até à exaustão.
Os filhos milionários garantem que são empresas mas não. São quadrilhas locais, nacionais e internacionais. Quando unidas ao governo que já deixou de o ser, é cigano.
E edificaram tamanha multidão de analfabetos que se impossibilitou constituir, prosseguir tal nação. E os escravos não conseguiram libertar-se. E Angola não conseguiu libertar-se do neocolonialismo, extingue-se. E com a secular frustração o mergulho alcoólico é certo. E a independência trouxe-nos mais pavor, horror, torpor. Resta o fim, a desilusão. A ilusão dos campos de concentração.
Neste campo de concentração do terror luandino, o nosso petróleo não beberemos. Os nossos diamantes não comeremos. Nas torres, prédios e condomínios, cagaremos. Nos bancos e nos banqueiros mijaremos. E também cagaremos e mijaremos nos estádios de futebol. Aos nossos saudáveis arcos, flechas e tangas voltaremos.
É um crime neste momento esbanjar dinheiro em futebóis da fome.
Internacionalmente os preços baixam e nos otários de Luanda sobem. Por aqui se vê o desempenho da equipa económica (?) governamental.
Nós, os do MPLA, asseguramos que cumprimos a nossa missão histórica. Finalmente já nada resta para destruir. Angola não é um país, é o que resta da África.
Luanda aos poucos evolui para um gigantesco necrotério. Parecem os tempos da guerra sem ela. A escravidão e o colonialismo continuam, ainda não acabaram. Até agora não houve nenhum movimento de libertação que nos libertasse.
O MPLA não combateu Salazar para libertar o povo angolano. É que Salazar não gostava de corruptos. O MPLA não é um partido político. É um grupo de maus actores que representam bem um filme macabro. O mais importante é construir prédios, qualquer coisa de betão. A população que mendigue, se arraste abandonada, sem futuro. Este governo do MPLA é como o fumar, mata!
Como é que ficarão os chineses quando se libertarem do comunismo? Os dias e especialmente as noites continuam sobrecarregados, ultrajados de neocolonialismo. As grandes importações de álcool contribuem para o desenvolvimento da pátria angolana. Vem aí mais uma farsa eleitoral angolana à Vaticano cardeal. Vota-se, sai fumo branco… e eis um vencedor eleito por Deus. O que é necessário é outra má receita para cozinhar as próximas eleições.
E com os milhões de dólares gastos nos estádios de futebol… no Can 2010, a nossa economia desenvolve-se, cresce. É mais uma mais-valia para o crescimento dos nossos bolsos pessoais. Depois, tudo às moscas, em ruínas. Estas coisas não conservam empregos. Só conservam a vaidade… dos vaidosos. Nos portões quase cinquentenários da nossa recessão, numa economia sem contabilidade, sem vendas a crédito. Na tragédia da economia da selvajaria. Foi, e será sempre, o investimento adequado para permanecer eternamente na sombra da bananeira do poder.
"Nos tempos dos escravos levavam-se os grandes e os fortes, e deixavam-se para trás os débeis e os enfermos. Hoje, os grandes e os fortes vão por sua própria vontade, vivem um inferno para atravessar o Mediterrâneo e chegar ao sul da Europa, encontrar trabalho e um lugar para dormir.” In Trevor Manuel, ministro das finanças da África do Sul




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