quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Sindicato angolano contra aumento do preço dos combustíveis


Uma das maiores forças sindicais angolanas, a Central Geral de Sindicatos Livres e Independentes de Angola (CGSIlA) considerou que o aumento do preço dos combustíveis vem “agravar ainda mais” a vida dos trabalhadores angolanos, sobretudo da função pública.
O secretário executivo da CGSILA, Francisco Jacinto, disse que a medida do Governo deveria ter tido em conta o aumento salarial da função pública, que, este ano, foi de apenas 5,4 por cento.
“O Governo de Angola pode vir dizer que nem todos os angolanos têm carros, mas é preciso também ter em conta que muitas pessoas ainda não têm o fornecimento de energia eléctrica, que as pessoas vivem de candeeiros e geradores e que, para isso precisam de combustível”, disse Francisco Jacinto.
A nova tabela de preços dos combustíveis, está a causar muitos transtornos aos pobres, que são quem suporta a crise das políticas de má-gestão económica do governo. Segundo Francisco Jacinto, essa medida do executivo angolano que, “de maneira nenhuma, a CGSILA concorda com ela”, vem contribuir “claramente” para “agravar ainda mais o quadro social dos trabalhadores angolanos, caracterizado por um fraco poder de compra”.
O director nacional do Gabinete de Acompanhamento da Gestão Macroeconómica do Ministério da Coordenação Económica, Carlos Panzo, admitiu que a medida “vai ter algum impacto sobre a inflação, mas que acontece apenas nos primeiros momentos, esgotando-se ao longo do tempo”.
Por sua vez, o presidente da Associação de Taxistas de Luanda (ATL), Manuel Faustino, disse que há seis meses apresentaram ao Ministério das Finanças uma proposta para o aumento da tarifa do táxi, que não teve qualquer resposta.
“Nós já vimos falando disso há um ano, mas há seis meses apresentamos uma estrutura para podermos aumentar o valor da tarifa. Agora com mais esse incremento, vamos ter que repensar numa nova proposta, em que teremos em conta primeiro os passageiros”, disse Manuel Faustino.
Actualmente, o preço estipulado pelo Ministério das Finanças de Angola para o táxi é de 50 kwanzas, todavia há algum tempo que os taxistas cobram o valor de 100 kwanzas, por causa do trânsito congestionado de Luanda e do estado das estradas, dois factores que dizem prejudicar o seu rendimento.
A directora do Instituto Nacional de Defesa do Consumidor (INADEC), Elsa Barber, disse que a sua instituição vai estar vigilante para que os comerciantes não realizem subidas de preços sem regras.

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