terça-feira, 29 de março de 2011

“Legalização” privada da ilegalidade


Na semana passada fizemos uma breve alusão aos atropelos alegremente perpetrados pela empresa de Segurança Privada SEGASP, com sede em Viana, vila satélite de Luanda, que trouxe de fora das nossas fronteiras, afirmámos, curiosos métodos de gestão dos recursos humanos. Insistimos esta semana por ter havido omissão pelo menos de dois aspectos muito importantes que não podemos deixar passar sob silêncio. É que, à parte o facto de terem que satisfazer todas as exigências, por vezes excessivas, do chefe do responsável dos Recursos Humanos, Paulo Miranda – não o da Rádio Luanda, mas um cidadão português – os horários pesados, a fatia de pão com margarina como refeição única para 24 horas de serviço, o perigo de vida sempre à espreita e um salário ao fim do mês que não passa de 20 mil kwanzas, os seguranças da SEGASP têm não só o perito expatriado à perna, mas também nem sequer têm direito ao que têm realmente direito, isto é, a subsídios de férias e 13º mês. Tirando que à parte isso eles por vezes recebem uma esmola de 5 mil kwanzas ou coisa parecida por essa altura. Ilegalidade em toda a sua pujança angolana, sem controlo, sem inquérito algum e sem sanções.

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