quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Justiça HCTA. Hotel de Convenções de Talatona, um hotel ou um hospício dirigido por um louco?


Esta comunicação foi enviada para o Sol e Sonangol, mas ninguém deu importância e foi suprimida.


Exmos. Srs.
De um leitor identificado


No seguimento da notícia publicada em 23 de Junho de 2012 acerca do Hotel de Convenções de Talatona, venho por este meio divulgar algumas informações que são totalmente suprimidas, relativamente a esta unidade.
Nesta unidade verificam-se despedimentos sem justa causa dos funcionários angolanos que são inúmeras vezes levados a uma sala de reunião na presença de vários interlocutores e coagidos a assinar cartas de demissão sob acusações injustas e após horas de pressão desumana e ameaças de represálias. Além disso são reprimidas as diversas queixas de assédios sexuais levados a cabo pelo actual director da unidade, Paulo J.R. Silva, o qual tem inclusivamente histórico de violência doméstica e agressão á polícia no seu país de origem.

Estes assédios totalmente imorais atingem Funcionárias Angolanas e Portuguesas, constituindo um total desrespeito sobre os direitos das mulheres, tão respeitados em Angola.
Verificam-se ainda, pelas mãos do sr. Paulo J.R. Silva, ameaças de agressão física a funcionários, aliciamento para favores sexuais em troca de benefícios profissionais, utilização de linguagem e gestos obscenos, e um nível de abusos psicológicos e emocionais, através de telefonemas às mais caricatas horas do dia ou da noite, desrespeito pelos horários de trabalho e descanso legalmente definidos (44 horas semanais em muito excedidas, sob pressão e ameaças dos directores geral, Paulo J.R. Silva e de recursos humanos, Nelson Manuel Pastorinho Sousa).

São ainda verificadas situações de escutas e vigilâncias ilícitas dentro do Hotel, revistas aos apartamentos dos funcionários com direito a alojamento durante a sua ausência, controlo da vida pessoal dos funcionários no seu tempo de descanso (fora da unidade), chegando mesmo ao ponto de tentar impedir os mesmos de conversar e conviver entre si.
Vê-se ainda a utilização constante da expressão 24 - 20 como ameaça aos Portugueses, no sentido de que terão 24h para preparar as suas bagagens (20Kg) e regressar ao seu país de um dia para o outro. São constantes as ameaças de “veja lá se não o mando já para Portugal”
Chega-se a um ponto de retenção dos documentos de identificação dos estrangeiros, impedindo as pessoas de se deslocarem e viajarem legalmente, ao ponto dos mesmos estarem fora do período de visto ordinário concedido pela empresa, mas não terem hipótese de saírem do país pois a direcção da unidade retém os documentos, alegando o seu extravio, e não apresenta solução, obrigando os funcionários a trabalhar ilegalmente, e não declarando os seus impostos.
Apesar de na notícia publicada ser referido que o número de expatriados diminuiu, a verdade é que actualmente se verifica um corrupio de Portugueses a chegar ao HCTA para assumirem novos cargos, a bel-prazer do actual director, que se rodeia assim do seu círculo de confiança, sendo que nos últimos 5 meses entraram para funções mais de 10 funcionários portugueses, que impedem assim a subida de funcionários habilitados para as funções.
O departamento de recursos humanos da empresa assume um papel indevido de tribunal, na pessoa do sr. Nelson Manuel Pastorinho Sousa, julgando as pessoas sem provas concretas. Existe ainda um caso concreto de uma funcionária Angolana, que apesar de responsável pelas acções de que foi acusada, foi forçada a passar a sua viatura para a empresa.
Os funcionários são forçados a assinar as suas cartas de despedimento sob pressão e após horas de coação
Além dos despedimentos ilícitos a Angolanos, verifica-se também a mesma situação com funcionários Portugueses, que são chamados à mesma sala de reuniões, e massacrados a ponto de não suportarem mais as ameaças. Os mesmos são forçados a entregar de imediato as regalias concedidas pela empresa, e escoltados pelo chefe de segurança até á saída, sendo impedidos de voltar a entrar na unidade. Muitos destes funcionários chegam aos seus apartamentos e têm todos os seus artigos pessoais revistados, o que é um visível abuso de poder.
Há funcionários que chegam mesmo a considerar que fugir é a melhor opção (situações que já aconteceram mais do que uma vez), uma vez que a empresa alega que terão que pagar uma série de despesas e indemnizações através acusações infundadas e impossíveis de provar.
Verifica-se ainda uma tentativa da direcção de impedir ex-funcionários de frequentar as áreas públicas do hotel bem como o contacto de funcionários com ex-funcionários
Devo ainda referir que a formação do sr. Paulo J.R. Silva deveria ser investigada pois o mesmo anuncia uma serie de cursos de formação no seu CV, os quais não correspondem à realidade, sendo que nem mesmo sabe falar inglês, apesar de não se coibir de divulgar as  formações obtidas pela Universidade de Cornell.
O próprio tem consciência das atrocidades que comete e apesar de ter residência no bloco de apartamentos dos restantes colaboradores, passa a maior parte das suas noites instalado no hotel, e na maioria das vezes que sai faz-se acompanhar de seguranças.
Trata-se ainda de uma pessoa totalmente insensível á realidade do país, e por diversas vezes gaba-se dos bens que tem, exibindo a sua riqueza a pessoas que vivem com limitações
Caso nada aconteça aos referidos senhores sugiro acompanhamento aos próximos despedimentos
Como devem entender envio este e-mail anonimamente pois não quero sofrer represálias por parte das pessoas em referência. Ainda assim espero ver as todas estas questões expostas nos meios adequados para que se faça justiça para aqueles que têm sofrido às mãos de tais criaturas.
Atentamente
Justiça para o HCTA
Imagem: e Angola também

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Chivukuvuku lança o Repto: “estou pronto para governar Angola”


Luanda – Durante cerca de uma hora, conversamos sobre muita coisa relacionadas com a ciência de governação, dentre outras, os males que enfermam a cultura actual “retrógrada” de governar; a importância da alternância do poder para o crescimento e desenvolvimento do país e dos povos; o papel de um Estado verdadeiramente republicano; a necessidade de revisão da constituição; as relações internacionais; os engajamentos de contratos comerciais lícitos ou ilícitos e o comportamento a ter em conta pelo futuro governo, assim como as potencialidades da CASA-CE e a prontidão de Chivukuvuku a governar Angola, tudo no objectivo de aclarar possíveis zonas escuras achadas pelos cidadãos e observadores no quadro dos princípios estruturantes de governo da CASA-CE.

Félix Miranda*
Folha 8 - Abel Chivukuvuku, três meses depois do surgimento oficial da CASA, naquilo que vamos considerar grande entrevista, gostaria que nos descortinasse alguns pontos do projecto de sociedade proposto, naquilo que denominam “Princípios Estruturantes de Governo da CASA”. Mas antes, a questão: está satisfeito com os resultados alcançados até aqui? A sua equipa está funcionar como esperado, ou ainda pensa que se podia fazer muito mais? Tem os meios que gostaria de ter em mãos para, digamos realizar o princípio de um sonho que poderá ser uma realidade?
Chivukuvuku –
Muito obrigado e com muito prazer me dirijo aos angolanos através do vosso jornal. Primeiro é preciso clarificar que nós construímos a CASA em função do diagnóstico negativo que fazíamos do país. Tínhamos chegado a conclusão de que o país estava politicamente bloqueado e refém do Partido maioritário MPLA, refém do hoje candidato José Eduardo dos Santos que são incapazes e sem vontade política, de fazer as mudanças e as transformações que o país precisa. Chegamos a conclusão de que em termos sociais o país estava numa situação de estrutura social de alto risco o que potenciava que o país a médio prazo iria sofrer grandes convulsões e outros problemas. Tudo isso fez com que tivéssemos decidido apresentar ao país uma nova opção, a terceira via, para que os cidadãos pudessem fazer renascer a esperança de que é possível construirmos em Angola uma verdadeira Democracia, um verdadeiro Estado de Direito e o Crescimento económico servir para corrigir as assimetrias sociais, criar justeza na distribuição da riqueza. Portanto, foram esses os factores que nos levaram a concluir que o país estava num rumo errado e era preciso o surgimento de um novo fenómeno político, daí a CASA.

F8 - Já aí chegaremos. Entretanto, depois de tudo quanto viu e ouviu, sente-se realmente presidenciável? Que atributos realmente pensa ter mais do que os outros concorrentes?
CVK -
Volto a primeira questão. Três meses depois, consideramos que a CASA conseguiu atingir o primeiro objectivo: trazer uma lufada de ar fresco a política nacional. As coisas não podiam ficar como antes e sem modéstia, há que reconhecer, com o fenómeno CASA, a política em Angola já não será igual. A CASA vai continuar a guindar-se para de facto assumir-se como verdadeira alternativa à governação. Durante estes três meses, nós fizemos o Convénio Constitutivo; legalizamos no Tribunal Constitucional a nossa Coligação; conseguimos forçar, não diria, mas conseguimos encontrar um modelo que preservasse a sigla CASA, porque houve tendência do Tribunal Constitucional não aceitar; fizemos a 1ª Reunião Ordinária do nosso Conselho Deliberativo Nacional, com todos os delegados vindos das Províncias, onde definimos os critérios e os princípios para estruturação das candidaturas; introduzimos a nossa candidatura com toda competência técnica e política; trouxemos ao país uma nova aposta na figura do 2º Cabeça de Lista, o Almirante Mendes de Carvalho que trouxe um contributo inestimável para o projecto CASA; também conseguimos que o Presidente de facto cumprisse a Lei, passasse o Almirante à reforma; à nossa candidatura foi a primeira a ser validada no Tribunal Constitucional e neste momento entramos praticamente em plena campanha, obviamente como uma nova organização. Temos algumas debilidades que procuramos superar, primeiro factor tempo: somos uma organização somente com quatro meses, e estamos a fazer face a organizações políticas com 50, 40 e tal anos de idade. Por isso, precisamos fazer do tempo não um travão, mas um aliado, para num curto espaço de tempo fazer com que o cidadão no mais profundo onde estiver tenha conhecimento da CASA e saiba o que é a CASA. Em termos de finanças, temos trabalhado com recursos próprios, vindos dos próprios membros da CASA, mas também de cidadãos anónimos. É verdade, ultimamente a contribuição dos cidadãos tem sido de facto uma coisa admirável, todos os dias temos cidadãos que se predispõem a dar ajuda, a financiar as nossas sedes etc., etc. Esses fazem com que a CASA seja um fenómeno do cidadão, é verdade, somos uma Convergência com figuras políticas a virem de diversos horizontes, estamos a construir uma cultura política com personalidades que vêm de culturas políticas diversas, é verdade que tudo isso traz alguns factores de desajustamento, no andamento, etc. etc., mas temos feito um esforço para que consigamos rapidamente encontrar a eficiência funcional, e construir uma cultura política positiva que faça da CASA verdadeiramente aquilo que vai transformar este país.

F8 - Insisto em termos financeiros e logísticos. Há garantias de que até 31 de Agosto, a CASA estará suficientemente capaz de rivalizar com outras organizações?
CVK -
Como eu disse, nós temos vivido com recursos próprios e dos cidadãos, por isso são escassos, mas felizmente temos um modelo e capacidade de gestão que tem feito com que estes recursos sejam aplicados de forma judiciosa e seleccionado criteriosamente as prioridades. Por outro lado, há a lamentar de facto o recuo na prestação de verbas para campanha do lado do Estado. Em 2008, quando houve mais concorrentes, deram mais recursos para os partidos. Desta vez há menos concorrentes e há menos recursos, é intencional, pensamos por causa do factor CASA. Portanto, há uma espécie de psicose. Como é que a CASA está a desenvolver tanta actividade, como é que a CASA consegue protagonizar tantos factos? Por isso o MPLA procurou reduzir os recursos na intenção de reduzir a capacidade de desenvolvimento das acções da CASA. Não será factor, nós vamos levar a cabo a nossa campanha eleitoral o melhor possível, obviamente teremos algumas lacunas por causa do problema recursos e tempo, mas faremos um esforço e chegaremos em força, tal como iniciamos.

F8 - Desde quando pensou efectivamente passar a acção e porquê que não protagonizou esta revolução no seio da própria UNITA?
CVK –
Sempre estive disponível para servir Angola e servir Angola, serve-se por via dos partidos políticos. Eu estive na UNITA, servi na medida das minhas capacidades e em função daquilo que os meus colegas também entenderam que era o ângulo que eu devia ter. Como sabe, procurei uma vez ser líder da UNITA, não foi possível. Mantive-me como tal até que entendi poderia continuar a servir Angola numa outra plataforma não necessariamente na UNITA, só foi isso.

F8 - Como havia perguntado, sente-se presidenciável? Depois das visitas pelo interior a apalpar a realidade de vida dos angolanos, como tem sido recebido?
CVK -
A convicção que nos anima é por um lado a de servir, de podermos dar uma contribuição qualitativa para as transformações e a mudança que o país precisa. O que temos sentido é que de facto a receptividade é enorme. A vontade do cidadão é de garantir que desta vez haverá mudança com toda a certeza e por isso cabe tudo a nós corresponder a essas expectativas.

F8 – Fugindo um pouco, uma vez Chivukuvuku Presidente da República, qual será o seu juramento?
CVK -
Primeiro, nós estamos aqui para servir. Construímos a CASA para trazer um novo modelo de governação para o país, não é verdade? Portanto, para nós da CASA, os governantes têm de ser meros gestores temporários dos recursos de todos os cidadãos, porque não há longevidade em política, não pode haver “vitalicidade” em política. Os governantes têm de ser temporários em função dos mandatos, e que esses mandatos também têm de ser limitados, porque, a riqueza de Angola é de todos os cidadãos para benefício dos cidadãos, não pode ser como está agora em que os governantes sentem-se gestores vitalícios dos recursos que pensam que são deles para benefício único dos governantes e não para benefício dos cidadãos. O que nós queremos trazer em governação, é uma nova cultura, uma nova visão e sobretudo termos um sonho do projecto de Angola. Queremos construir valores que vão servir de alicerces da Angola que queremos, porque hoje, infelizmente somos a concluir, como angolanos, nunca chegamos em grandes consensos sobre que Angola queremos! Os valores e os princípios que deveriam servir de alicerce para a construção dessa Angola e em função destes valores, assentar os programas condizentes. É isso que a CASA vai protagonizar primeiro, que tipo de Angola queremos? Como realizar o cidadão e em função disso definir os valores.
Pode continuar a leitura aqui

CASA-CE & PERSONALIDADES BINDAS




ACORDO POLITICO
ENTRE
CASA - CE E PERSONALIDADES CABINDESAS

O momento-eleição, tendo em conta o clima de instabilidade permanente que vive Cabinda, fruto da política exclusiva e de ostracismo de trinta e sete anos do governo do MPLA, presta-se a uma visão e planos, tendendo a solucionar a tragédia do Povo de Cabinda. Daí que as eleições são uma oportunidade ímpar para reavivar o problema de Cabinda e, colectivamente, descobrirmos um colocutor à altura do desafio que se nos apresenta.
Por isso, considerando :
- que os quatro anos da legislatura passada levaram muitos que gizaram a estratégia de 2008 a repensarem-na, tendo em conta o novo cenário e elementos não muito bem conseguidos;
- a necessidade de mudança do agir político tanto  em Angola como  em Cabinda;
- a importância de forjar um interlocutor no panorama angolano mais aberto às aspirações do Povo de Cabinda; com mais capacidade de escuta e melhor vontade de diálogo e que não adopte a violência barata como meio para impedir uma solução definitiva da questão de Cabinda;
Decidiram dar o seu apoio à CASA - CE e orientarem o seu voto e aquele do povo de Cabinda, consciente do seu drama e livre das amarras da cooptação, à mesma formação política, depois de acordarem o que se segue:

1. Pôr fim, de um modo concreto, o clima de sufoco político, económico e social em Cabinda.

2. Introduzir, de um modo constante, na agenda da Assembleia Nacional, a questão de Cabinda.

3. Plasmar na Constituição, mesmo que provisório, um figurino político-administrativo do território de Cabinda, tendo em vista um referendum;
a) consagrar a eleição, através do voto directo, secreto e universal, do governador ou presidente do Território de Cabinda
b) consagrar a existência de uma Assembleia legislativa territorial de Cabinda, eleita através do voto directo, secreto e universal

4. Mesmo que não for poder, levar o governo saído das urnas a entabular, rapidamente, um diálogo sério e inclusivo com o Povo de Cabinda.

5. Coadjuvar a sociedade civil cabindesa a reaver o seu espaço de actuação com a revogação da decisão judicial que impende sobre a MPALABANDA-ACC.

6. Despolitizar a toponímia em Cabinda e o topónimo da cidade de Cabinda passar a Chiôa.

7. Apoiar jurídica e judicialmente a Sociedade Civil de Cabinda em processos em que se vir, claramente, um móbil de cariz político.

8. Contribuir de forma efectiva para a abertura de um concurso público, aberto e transparente, com uma igual comissão de avaliação, para a construção de um Porto Comercial de águas profundas, apontando contribuir para o desenvolvimento local e regional;

9. Projectar planos de desenvolvimento de Cabinda, para lá da dependência do Petróleo, que deve contribuir para o fomento do futuro;

10. Estruturar e implementar uma política fiscal em que parte da receita possa ficar no território para o seu desenvolvimento e estimular todas as empresas que queiram implantar-se com projectos que empreguem mais de 50 postos de trabalho de carteira assinada e contrato por tempo indeterminado.

11. Desburocratizar, despolitizar e desmilitarizar a relação entre Cabinda e os seus vizinhos.

12. Acabar, de uma vez para sempre, com os postos de controlo humilhantes de Lândana, Massabi e outros.

13 – Transferência dos expatriados a operar nas plataformas petrolíferas, para a cidade de Cabinda, para desta forma haver uma contribuição mais efectiva desta mão - de - obra temporária

14 – Contribuir para a despartidarização e desmilitarização do sistema judicial em Cabinda

15 – Contribuir para a construção  de um aeroporto internacional numa zona a estudar (área de Lwavu/Chinzazi/Ntandu Lumenha/Ntandu mbambi), porque o actual aérodromo de Cabinda está no meio da cidade. 

16 – As partes decidiram constituir uma comissão que acompanhará a materialização do presente acordo.

Cabinda, 12 de Agosto de 2012.

POR E EM NOME DA CASA – CE                                                      POR E EM NOME DAS                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                CONVERGÊNCIA AMPLA DE SALVAÇÃO DE ANGOLA            PERSONALIDADES DE CABINDA
___________________   __________________
             Dr. William Afonso Tonet                               Dr. Jorge Casimiro Congo   

TESTEMUNHAS                                         TESTEMUNHAS
___________________                                                          ______________________

_____________________                                                   ________________________




quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Títulos de capa do FOLHA 8. Edição número 1106 de 04 de Agosto 2012



Violação da Constituição e da Lei Militar
Generais do MPLA no activo fazem política

Já não restam dúvidas
Moldadas “made in” MPLA eleições serão fraudulentas

A razão da nossa miséria
Dirigentes do MPLA são bilionários

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Fotomontagem põe MPLA em pé de guerra


Imagem manipulada mostra o presidente Eduardo dos Santos e colaboradores como se estivessem algemados, após terem sido presos por roubo.
Redacção VOA
Luanda, 13 de Março de 2012 - Uma foto montagem publicada em Março, no semanário Folha 8 colocou o partido no poder em Angola, o MPLA, em pé de guerra.
Os meios de informação estatais levaram a cabo uma intensa campanha de desacreditação daquele semanário e do seu director William Tonnet, condenando a foto montagem que mostra o presidente José Eduardo dos Santos  e dois dos seus colaboradores mais próximos como estivessem algemados e com cartazes alegando terem sido presos por roubo.
Os meios de informação estatais levaram a cabo entrevistas feitas através do país condenando o Folha 8. O director do Folha 8, William Tonet, disse que a foto montagem não é de autoria do seu jornal circulando na internet  há bastante tempo.
Tonet disse que era intenção do jornal publicar a foto montagem com um artigo afirmando que os críticos do governo deveriam assumir a sua identidade ao publicarem esse tipo de críticas ao governo.
“Quem crítica o Presidente da República deve ter a corajem de dar a cara,” disse Tonet
Contudo uma “gralha” técnica tinha resultado na publicação da foto sem qualquer texto, disse. O texto tinha sido publicado uma semana mais tarde.
O seu jornal tinha assumido o erro, disse Tonnet para quem “é incrível" que  um partido monopolize o governo “no sentido de condenar o Folha 8 em proporção excessiva”.
A este respeito  odirector do Folha 8 disse que muitos dos entrevistados "nunca leram o Folha 8" e outros não sabem mesmo ler".

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

(... Insisto na Vigília a Frente da Embaixada Alemã) E quem pensa ela a chanceler que é ?


Joffre Justino

Lá que se chama Merkell chama, mas lá que esta a abusar da autoridade que tem por ser chanceler de um paiseco está!
Eu continuo por isso a teimar que enquanto andarmos a ser distraídos por questiúnculas internas do saber quem manda mais, nada se fará contra a crise!
Porque, digo-o desde 2009, esta crise nasce de dentro da economia global vive de fantasmas e especulações e diverte-se a destruir-nos enquanto nos dividimos!
Por isso digo tambem que temos um Inimigo Principal, a alta finança suicidaria, que se alimenta da nossa fome, da especulação financista, da transformação da moeda em mercadoria!
E tenho dito que essa alta finança suicidaria tem cara e nome - as Agencias de Notação, os neo liberais e a Sra. Merkell !
Como tenho reafirmado que, sendo este Combate global, isto de continuarmos a dilacerarmo-nos entre nos, fechando os olhos ao Inimigo Principal, só o beneficia e só nos dilacera !
Estamos a discutir peanuts e eles a tratarem do enriquecimento, da luxuria, a custa da nossa fome!
Ridículo!
Por isso tenho dito - mudemos a agulha e centremo-nos em quem odeia o ser humano, ataquemos a Sra. Merkell!
Insisto, façamos uma Vigília a frente da embaixada alemã, exigindo a demissão da Sra. Merkell, mostrando que se a Crise e global a luta política tem de o ser também!
E assumamos que esta forma de luta será somente a primeira!
Porque para tratar do Fait divers, por favor nao contem comigo, cansei!
Nao tenho já ambições políticas corriqueiras ...

domingo, 29 de julho de 2012

O país está a saque. Título de capa do FOLHA 8, de 28 de Julho 12


O país está a saque. Angola altamente hipotecada. As riquezas de Angola pertencem aos estrangeiros e se tudo continuar na mesma será muito pior. Sem sombra de dúvida, a riqueza de Angola, em conformidade com o número de habitantes, ou melhor de angolanos, daria para cada um ter no mínimo uma bicicleta e em cada casa ter um carro; cada cidadão beneficiar de assistência médica gratuita, escola gratuita até à Universidade; cada parturiente beneficiar de subsídio de gravidez, etc.
Trinta e dois militares pertencentes ao Quartel-general das Forças Armadas Angolanas acusam a Direcção de Gestão e Carreira da mesma instituição de pedir em troca da promoção das tropas o valor de 624 mil Kwanzas, situação que se vive desde os tempos remotos.
Tropas angolanas desertam e recusam morrer sem glória.Kabila quer apoio militar de Dos Santos em troca de diamantes.
Por falta de pagamento. Ex-militares ameaçam sair à rua no dia das eleições.
Um gigante de pés de barro mostra fraude. Media estatal mostra natureza perversa JES/MPLA.
Manobras do roubo. Os chineses doam-nos 1, tiram-nos 10.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Angola precisa vencer o MPLA e a corrupção



Não há nada mais estúpido na vida que culpar sempre os outros pelos nossos fracassos e pelas nossas incompetências; nada mais idiota, ridículo e macabro que ver no clamor dos outros o fim, transformado em desgraça, que não evitamos como consequência das nossas inaptidões.

Nelo de Carvalho*

Acusar a oposição de invadir um quartel das Forças Armadas Nacional, ou influenciar numa rebelião de revoltosos que há mais de dois anos não recebem seus salários, é desespero de um governo que sempre teve como agraciamento a burrice do próprio povo que governa ou então do humilde cidadão. É a burrice de quem se diz que tem em sua volta milhões de simpatizantes para corroborar tudo o que tem feito, quando na verdade o tudo tem despencado em direção ao inferno e à decadência.

É por isso, e outras coisas mais, incluindo a quantidade de substantivos abstratos referenciado no parágrafo anterior, que urge a necessidade de se dar um basta a tudo isso que vemos por aí: difamações, culpas, arrogâncias e mentiras. Em que os acusados estão sempre na mesma direção. A pergunta é a seguinte: se reservistas ou desmobilizados do exército estão há mais de dois anos sem receber seus vencimentos e/ou salários, de quem poderá ser a culpa de tais falhas? Por que é que o MPLA vive de presunção absoluta? Acreditando que tudo que acontece com o mesmo merece absolvição incondicional. Quem é – e onde está escrito- que pelo fato de serem os guerrilheiros do MPLA os libertadores do país, isso dá a eles uma espécie de direitos absoluto sobre tudo que há por de baixo dos céus de Angola?

Essa presunção -indiscriminada e abusiva- chega a ser uma falta de caráter de quem não sabe fazer política e habituou-se a todos os mimos na Arena Nacional. É além de tudo prova de que as coisas não andam bem. E, por isso, a culpa é de quem governa, é de quem diz -de maneira cínica, desrespeitosa e não convincente- que tudo faz para melhorar a situação da população. A culpa não pode ser de quem reclama, crítica ou, ainda, de quem por direito de legitimidade tem direito a vigiar. Vigiar e controlar os atos do executivo é função da oposição e de quem estiver disposto para dedicar-se a tal empreitada.

Um governo que historicamente ao se revelar incompetente tinha e tem como melhor estratégia de governação “ jogar tudo debaixo do tapete”, em que os resultados daquela estratégia sempre tiveram como objetivo único inocentar o chefe de tudo; e culpar ou vitimar até mesmo pessoas inocentes em nome de se salvar uma transparência; a transparência de quem sempre foi inepto e inqualificável para ser líder ou dirigente político; que, na verdade, chegou onde chegou por força do destino e de toda sorte do que por desempenho intelectual e destaque pela sua capacidade de criação política. Esse governo não tem direito de apontar inimigos, de desqualificar quem quer que seja, tergiversar fatos; porque as vítimas da desgovernanção e da má administração somos nós os governados.

José Eduardo dos Santos, além de uma farsa, retrata o fracasso de um povo, a derrota de uma nação diante do que se propôs e nunca alcançou: saúde, educação, emprego, direito a viver em suas terras sem serem considerados cidadãos de segunda categoria. E enquanto insistirem no sujeito, inútil, não haverá possível vitória. Uma coisa é o MPLA vencer diante de suas incompetências, a outra, é o povo Angolano sair vitorioso diante do que se propôs neste últimos trinta e cinco anos. Sabe-se que o MPLA tem vencido até diante daquela (a incompetência). E o povo? O povo angolano é o único derrotado diante das inépcias dos dirigentes do MPLA ou da direção magnanime e clarividente que esse partido gaba-se de ter.

Todos os momentos são momentos possíveis e adequados para se mudarem os destino desse país e se produzirem transformações necessárias. Até o dia 31 de agosto que aí vem pode ser um deles. É por isso que agora a quadrilha está preocupada. E vive acusando seus opositores e “disparando por todas as direções”. Vivem chamando de traidor quem no passado os apoio e agora não se convencem mais com suas falcatruas.

Ora vejamos, elementos das Forças Armadas ficam até dois anos sem receberem os seus vencimentos e salários, e ainda fazem acreditar a população que tudo isso é um complot de quem está na oposição. Que o mor chefe, o capitão da nau corrupta e cheio de bandidos, nada tem haver com isso. Só faltou mesmo, entre todos os culpados, culparem a minha avó ou mamãe, que todos os dias de manhã precisava e , talvez, ainda “precise” de se levantar cedo para ir à praça fazer os seus negócios e quitandas. Só vai faltar, incluindo nessas, culpar as kínguilas (as mulheres das vítimas) vítimas indiscutíveis desse sistema corrupto, que dá preferência as namoradas misseis, amantes concubinas na condição de prostitutas protagonizadoras da poligamia.

Num pais onde todo mundo é responsável pelos seus atos, e até pelos atos imundos de um governo boçal que só sabe procurar culpados além dos seus atos, faz-se tudo para se proteger e inocentar o chefe de uma seita. O pais inteiro, numa posição de inercia e de incapacidade de enxergar aonde está e vem o mal de todas as coisas, prefere sair, como sempre, caçar as “bruxas” como vítimas. Angola é um país de zumbis, uma nação neutralizada pelos vampiros chupa sangue, que têm, agora, e sempre, a capacidade de renascerem dos males que esses mesmos vampiros têm produzido a nação.

Não adianta mais acreditar num processo eleitoral justo e humano, em que as pessoas não são enganadas, um processo em que as pessoas só precisam votar – de preferência de forma direcionada, bitolada e todas elas enganadas, é uma espécie de estupro mental, em que a vítima não tem condições nunca de se defender- e quando tenta ainda por cima é constrangida. Assim é o MPLA com todo povo –de Cabinda ao Cunene-; assim é o MPLA com os seus “inimigos”; assim é o MPLA com o cidadão comum e o pacato cidadão.

Diante de tudo isso – pelo menos para esse formador de opinião-, precisamos entender que as próximas eleições não serão mais as eleições em que o cidadão precisará se definir ideológica ou mesmo politicamente. O MPLA foi vencido por todas as ideologias, sucumbiu diante delas. A prova é a adesão desse partido aos estilos e vícios burgueses de governança que em nada retratam as necessidades dos angolanos em geral. A prova é a existência de um Estado idealizado pelos corruptos e os criminosos que militam nesse partido – com a fachada de defenderem interesses nacionais- virados a defenderem interesses grupais.

As próximas eleições não podem ser vistas como as eleições do medo e da chantagem; não podem ser as eleições do cidadão revolucionário e do cidadão reacionário; ou, ainda -como sempre nos habituaram-, como quem é do MPLA e quem não é. É preciso deixar todo simbolismo de lado e clamar pela angolanidade.

Angolanidade aqui significa sermos pragmáticos diante dos problemas que atravessam o país. Esta angolanidade consiste na não diabolização do próximo que está vivo e diante de nós lutando pela mesma coisa. E quando digo os vivos, estou querendo ser explícito, dizendo: que Savimbi já morreu, Agostinho Neto já morreu e idem o velho Holdem Roberto. Mas nós, milhões de Angolanos, estamos vivemos e não queremos e nem merecemos viver só de simbolismo. Queremos mais do que isso: educação para os nossos filhos, saúde para as nossas mulheres e crianças e fazer com que os nossos olhos enxerguem as mesmas criaturas com alegria em vez de tristeza.

A luta pela mesma coisa não será possível se não tivermos em Angola poderes equilibrados e representativos para todas as forças políticas. A paz e a boa convivência entre os Angolanos passa por esse equilíbrio. Em que o MPLA não precisa mais ser visto como o dono do poder, ser onipresente e onipotente nos poderes que formam e pertencem a República de Angola. Por isso, chegou a hora não só de vencer a corrupção, mas de vencer também o próprio MPLA e todas as suas falcatruas e a direção que esse partido diz ter como exemplo.

O MPLA pode e tem direito de sobreviver, mas para isso precisa reconhecer que está atolado num lamaçal chamado José Eduardo dos Santos. Esse e todos os confrades da seita é e são os que deveram ser as vítimas das próximas eleições. O Povo angolano não tem porque se sentir culpado em penalizar o MPLA. Hoje penalizar esse partido é penalizar os corruptos e salvar os Estado da inercia viciosa em que foi levado pelo Presidente da República. É, sim, salvar a nação das ambições pessoais, das vaidades, do orgulho individual de certos indivíduos.

Quem merece a vitória final é o Povo e não o MPLA. Se o MPLA não se dá o trabalho de rejeitar os corruptos do seu seio, então, o povo tem obrigação moral e política de rejeitar o MPLA.