quarta-feira, 18 de julho de 2012

Água é só para fabricar cerveja e PGR arquiva queixa de Rafael Marques



"William Tonet denuncia mais uma pouca-vergonha. MPLA tira água ao Cazenga para dar à fábrica CUCA."
Generais mineiros não devem ser julgados. PGR arquiva queixa de Rafael Marques.

terça-feira, 17 de julho de 2012

"Angola Fala Só" - Almirante "Miau" : O problema do MPLA é a sua direcção e o seu presidente


O candidato a vice presidente pela CASA-CE, Almirante Mendes de Carvalho "Miau" falou com os ouvintes
VOA
O grande problema do MPLA é a sua direcção e o seu presidente, disse o Almirante André Gaspar Mendes de Carvalho “Miau” da CASA-CE.

Respondendo a perguntas dos ouvintes da Voz da América no programa “Angola Fala Só”, o Almirante “Miau” manifestou confiança em que a CASA-CE poderá vencer as eleições. Caso o seu partido não vença as eleições mas conquiste lugares no parlamento será uma oposição “responsável”.

O seu partido, disse ele, irá denunciar e opor-se aquilo que está errado mas também se fará ouvir quando o governo fizer coisas boas.

“O MPLA tem boa gente, tem gente honesta, tem quadros médios bons,” disse o almirante.

“O grande problema do MPLA é a sua direcção e o seu presidente, “ disse o Almirante que noutro passo do programa disse que “o governo é o presidente”.

Durante o programa a questão mais abordada pelos ouvintes foi a situação dos veteranos das forças armadas muitos dos quais não recebem as suas pensões de reforma.

O almirante disse que uma das razões que o tinha levado a entrar na vida política tinha sido precisamente a situação dos ex militares.
Muitos militares tinham sido integrados por um período que não deveria ultrapassar trê sou quatro anos mas permaneceram mais de 10 anos não tendo estudado e tendo agora enormes dificuldades de reintegração na sociedade civil.
Um dos ouvintes que telefonou, ele próprio ex militar, falou da sua situação afirmando estar "desmotivado" com a vida.

O número dois da lista da CASA-CE disse que os veteranos das forças armadas “não mereceram por parte do governo a atenção devida”.

Embora não se possa dizer que nada foi feito, disse ele, “muitos militares estão em condições deploráveis”.

O Almirante Mendes de Carvalho mencionou a organização do campeonato de futebol de África em Angola, o CAN, onde foram gastos milhões de dólares como um exemplo de que dentro do governo “não há uma prioridade deste governo em relação aos ex militares”.

O Almirante foi também interrogado pelos ouvis sobre a situação de Cabinda afirmando que “a história levou a que Cabinda seja parte do território angolano”.

Para o Almirante a FLEC “é uma organização que levou a cabo uma luta pela independência de Cabinda ás vezes de um modo não muito correcto”.

O importante, disse, é tentar resolver o problema através de “um diálogo inclusivo”.

O Almirante apelou para que todos os partidos e os angolanos “tomem as medidas necessárias para que haja verdade” nas próximas eleições.

O objectivo do CASA é colocar delegados em todas as mesas eleitorais do país para fazer o controlo dos votos, disse o almirante que elogiou também o lidar do CASA-CE Abel Chivukuvuku que disse ser um líder honesto e capaz de ser "um excelente" presidente de todos os angolanos

Ouça a a conversa dos ouvintes com o Almirante Mendes de Carvalho
Pode consultar o nosso arquivo abaixo, para ouvir, na íntegra, este e todos os outros programas, transmitidos em...

17h30 às 18h00: frequências de 9805 - 13865 - 17820

18h00 às 18h30: frequências de 1530 - 9825 - 15740
PARA PARTICIPAR GRÁTIS:
Envie um SMS com o seu nome e número de telefone para 932 34 86 98 (a equipa da VOA liga para si à hora do programa), ou envie uma mensagem de e-mail, com o seu nome e número de telefone para AngolaFalaSo@gmail.com.

sábado, 14 de julho de 2012

RNA com programa para denegrir oposição


Lisboa -  O magazine radiofónico emitido de segunda a sexta-feira nas antenas da RNA/Benguela, em língua nacional Umbundo, corre o risco de vir a ser um foco de conflito eleitoral, em função a onda de campanha política descarada a favor do MPLA.
 Com os seus realizadores e apresentadores, identificados como “activistas do MPLA” , César Cangue, Pedro Largo e companhia, introduziram no referido programa um espaço sobre eleições onde através de convidados ligados ao partido governante, humilham os partidos da oposição e descredibilizam as suas intenções eleitorais.

No mais recente espaço (terça-feira) os mesmos activistas políticos do regime  e auto-intitulado jornalistas, foram longe  nas suas abordagens  referentes a actividade dos partidos na oposição quando apelavam aos ouvintes para que não votassem em pessoas que fumam liamba, alcoólicos e confucionistas.

Seguindo na mesma linha, afirmaram que não se deixem enganar com os políticos que dizem resolver todos os problemas como os da educação ou de outra natureza, porque no mundo não existe nenhum país sem problemas “até mesmo nos Estados Unidos da América e no Brasil há problemas” … Em Portugal o Sócrates quando foi primeiro ministro prometeu baixar os impostos e não conseguiu e perdeu as eleições por isso, fiquem atentos aos políticos da oposição” exemplificaram os jornalistas (?)

O espaço radiofónico considerado com um de grande audiência da estação emissora estatal, emitido das 5 as sete horas da manha, já foi utilizado na mesma senda a quando das manifestações já agendadas para Benguela.

Em todos os casos, os mesmos apelavam as pessoas a não aderirem porque os seus promotores pretendiam voltar a guerra. Como reforço ao apelo, evocavam os danos da guerra do  passado para justificar os anti- manifestações.

Informações colhidas pelo Folha-8 dão conta que a atitude dos mesmos jornalistas já causou dissabores em que colocou em causa a sua integridade física, quando um grupo de kupapatas fartos da linha editorial do referido programa tentaram agredir um dos integrantes da equipa identificado como César Cangué.

O comportamento e atitude do magazine em umbundo da RNA/Benguela, coloca assim mais uma vez em causa a lei constitucional e a dos partidos políticos que prevê igualdade no tratamento dos partidos políticos por parte da comunicação social pública e cria também uma má imagem ao processo eleitoral quanto a sua transparência.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

O MENINO NEGRO QUE TOCAVA NUM VIOLINO BRANCO



"uso o verbo no passado porque infelizmente, o Diego Frazão já nos deixou. Essa foto foi tirada no enterro do Evandro João da Silva, ONG AfroReggae, instituição em que Diego aprendeu a tocar violino. Evandro foi assassinado num assalto, o caso ficou muito conhecido depois que descobriram que os assassinos foram protegidos por 2 polícias. Vale a pena

ler essa matéria” Sonia Mariza Martuscelli


sexta-feira, 2 de março de 2012

Travão dado à batota


Estamos em crer que a espectacular concordata entre oposição e MPLA a propósito do pacote eleitoral, suficientemente duvidosa para levantar dúvidas quanto à sinceridade do acontecimento, para já, e antes que venham ao de cima eventuais confirmações das dúvidas levantadas desde o início, confirma que a conduta muito carregada de explicações e contra-explicações do Ministro da Administração do Território, Bornito de Sousa não inspira confiança a ninguém
O número arbitrário de 600 a 800 mil mortos que o ministro revelou existirem no Filheiro do Registo; a inexistência de procedimentos de segurança que impeçam de facto a manipulação dos dados dos eleitores; o registo comprovado de estrangeiros e menores; a emissão de cartões múltiplos não solicitados para a mesma pessoa; a inelegibilidade da banda magnética dos cartões; a recolha coerciva de cartões pelas estruturas do Partido do Ministro; a ausência das brigadas de registo na maioria das comunas do país; o mapeamento pelo Ministro de locais de votação inexistentes; e agora, o recurso a uma lei caduca para obter a cobertura de uma Comissão Eleitoral submissa ao seu Partido para a prática de actos inconstitucionais não transparentes em 2012; tudo isso atesta que o interesse perseguido pelo Ministro não é a protecção dos interesses dos eleitores nem a prossecução do interesse público. Veremos o que nos traz no bico esta concordata que cheira muito a negociata.

A paz podre de Cabinda


Não resistimos à tentação de transcrever uma citação do deputado da UNITA, Raúl Danda, a propósito da sempiterna instabilidade do conclave de Cabinda, qundo afirma num papel publicado pelo club k que o chefe do Estado-Maior General das FAA, general Geraldo Sachipengo Nunda, anunciou, em Luanda que um dos objectivos determinados pelo Comandante-em-Chefe, José Eduardo dos Santos, para 2012 é a pacificação da colónia angolana de Cabinda. Senguno Danda, e muito sagazmente, «Afinal, pela própria voz do general que foi comandante da UNITA e que ajudou a assassinar Jonas Savimbi, ficou a saber-se de forma oficial que Cabinda não está pacificada. E pacificar é, na linguagem do regime colonial angolano, calar de uma vez por todas todos aqueles que pensam de maneira diferente. É, aliás, uma regra de ouro que o MPLA já impôs com êxito em Angola. De facto, mesmo que esquecida pelo resto do mundo, Cabinda não se rende. E como nunca deixará de lutar, nunca será derrotada. O Governo de Angola continua sem conseguir calar a força da razão que floresce na sua colónia. Prende civis, mata supostos guerrilheiros, atemoriza meio mundo mas, na verdade, continua com a espinha na garganta». Apego admirável a uma nobre causa.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Universidades “Pimpas” há muitas


O docente da Universidade Metodista de Angola Carlos Francisco afirmou hoje, em Luanda, que o papel das universidades já se faz sentir de forma positiva na produção de subsídios científicos, com aplicabilidade em vários domínios de desenvolvimento do país. Em declarações à Angop, o responsável reconheceu que o país teve elevadas dificuldades para a produção de investigação científica, logo após a independência nacional, fruto da escassez de quadros e instituições de ensino. Todavia, afirma, “Hoje nota-se um maior investimento no que diz respeito à elevação dos níveis de ensino, sobretudo a nível dos mestrados, pós graduação e doutoramentos, o que acaba por fazer com que haja maior produção das próprias universidades e dos quadros saídos dessas instituições”, referiu. O investigador científico referiu que, apesar de relativa evolução neste sentido, as universidades devem continuar a trabalhar para que haja cada vez mais produção científica Pouco faltou para dizer que o mundo deve a Angola o produto das suas investigações científicas. Banga em todo o seu esplendor.
Fonte: Angop


Os nossos estimados leitores, se por acaso tiverem acesso ao texto a que nesta página fazemos alusão, ao acabar de proceder à sua leitura das declarações do ilustre Carlos Francisco, irá certamente pensar que o mesmo está a referir-se a outro país qualquer, menos Angola. As Universidades contribuem para o desenvolvimento do país? Isso era no tempo da geração da utopia, onde se sonhava com paraísos terrestres sem ser necessário dinheiro para aí chegar. A verdade é que hoje, em Angola, a Universidade virou comércio para gente com dinheiro, investidores, generais e até comerciantes. Qualquer gato pingado que tenha beneficiado duma fezada, ou, porventura, tenha herdado da sua rica mãe, tio, tia, avô ou avó, sonha em abrir uma universidade.
Resultado, aparecem por aí universidades à toa. Primeiro: quase nenhuma delas tem instalações condignas; segundo: não têm sequer centro de produção e pesquisa, onde se poderia divulgar os resultados das pesquisas e encaminhar aos organismos institucionais; terceiro: o corpo docente, insuficiente e com sérias lacunas de pedagogia. Resumindo e concluindo, podemos dizer que o professor Carlos Francisco quando afirmou que as Universidades contribuem para o desenvolvimento do país, não estava a falar de Angola.

Um ano de desmaios



Mais uma vez, não resistimos à tentação de nos referir à caneta bem afinada de Reginaldo Silva, que nos assegura que na forja está: “2011, o Ano de todos os desmaios”.
«O primeiro "desmaio" foi a entrada em vigor da nova Constituição. Diante do texto, comecei logo por "desmaiar" quando vi que os angolanos só podiam chegar ao cargo de Presidente da República se tivessem uma militância partidária.
Voltei a "desmaiar" quando vi que agora se pode ser Presidente de todos os angolanos com pouco mais 20% do eleitorado, ...se o número de partidos concorrentes rondar os cinco.
Continuei a "desmaiar" em todas as escolas, mas "desmaiei" ainda mais quando assisti a primeira conferência de imprensa da polícia sobre os "desmaios". Aí ia tendo mesmo um ataque de "caspa", por causa das tissagens e da fome...
O outro "desmaio" que tive em 2011, foi-me provocado pelos putos que perderam o medo, saíram a rua, xingaram tudo e todos e conseguiram mesmo acabar com o carnaval do 7 de Março.
Mas tem outros "desmaios", na retrospectiva que está em preparação, com a promessa de estar aqui na próxima semana, toda "desmaiada"...se o número de partidos concorrentes rondar os cinco.
Continuei a “desmaiar” em todas as escolas, mas desmaiei ainda mais quando assisti à primeira conferência de imprensa da polícia sobre os desmaios. Aí ia tendo mesmo um ataque de “caspa”, por causa das tissagens e da fome.
O outro desmaio que tive em 2011 foi o que foi provocado pelos putos que perderam o medo, saíram à rua, xingaram tudo e todos e conseguiram mesmo acabar como o Carnaval do 7 de Março.
Visão utópicas e o número de partidos concorrentes rondar os cinco.
Continuei a "desmaiar" em todas as escolas, mas "desmaiei" ainda mais quando assisti a primeira conferência de imprensa da polícia sobre os "desmaios". Aí ia tendo mesmo um ataque de "caspa", por causa das tissagens e da fome...
Mas tem já outros desmaios na retrospectiva que está em preparação, com a promessa de estar aqui na próxima semana, toda desmaiada». Fonte: Reginaldo Silva, in Morrodamaianga
Imagem: CHARGE DO FINAL DE SEMANA. Postado por Vereador Fernando Falcão às 12:22 0 ...
vereadorfernandovidacigana.blogspot.com

A escovadela monstra do general


O general Zé Maria, irrascível comanditário da pureza disciplinar que já lhe valeram alguns dissabores, v viveu recentemente um verdadeiro desastre pessoal: foi ameaçado de morte por um capitão da UGP, portanto, por um dos seus subordinados. Imaginamos sem dificuldade alguma o trauma que lhe foi causado por essa intempestiva reacção do capitão que o ameaçou. Estamos conscientes de que o que se passou depois disso, com todos os outros sodados da UGP, alguns deles com alta patente, a porem-se do lado do capitão e a obrigar o general a uma retirada estratégica, encolhido e de mansinho, para que o drama não aconteça. Tudo isso, é inegável, causou-lhe imensos prejuízos, não só psicológicos, mas também para o prestígio de que fruía no seio da sua prestigiosa corporação.
Dada a conjuntura criada por esta sequência de acções e reacções, assim como as que se seguiram, compreendemos que o general Zé Maria teria podido sentir que a profunda arranhadela sofrida pudesse ser levada negativamente em conta pelo presidente da República, o seu idolatrado Chefe Supremo, e que se lhe apresentasse como sendo urgente dar uma de mão à adorada imagem do “Homem”, com uma boa (monumental) escovadela da sua imagem, contrapondo assim algo de válido às suas derrapagens. E foi o que ele fez, fazendo publicar no Jornal de Angola uma dos panfletos mais inflamados jamais escritos à glória imortal de JES!

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Tesoura preventiva não dói nada I


Detractores ao nosso trabalho não faltam, como um pseudo-jornal, um pasquim, que mais não passa de um mero e inútil panfletário, amigo, seguidor do terrorismoDetractores ao nosso trabalho não faltam, como um pseudo-jornal, um pasquim, que mais não passa de um mero e inútil panfletário, amigo, seguidor do terrorismoA campanha eleitoral está a ser preparada ao pormenor pelas oficinas secretas do MPLA. Quanto a isso nada há dizer de mal, à parte o que atenta ao espírito democrático, e a propósito, os indícios de que é isso mesmo que eserificado. Uma obra-prima da nossa engenharia, pelo que consideramos uma grandiosa mais-valia para o nosso PIB da corrupção.
Detractores ao nosso trabalho não faltam, como um pseudo-jornal, um pasquim, que mais não passa de um mero e inútil panfletário, amigo, seguidor do terrorismo tá a acontecer se multiplicarem com o passar do tempo. Começou com o presidente José Eduardo dos Santos a dar uma arranhadela ao belicismo da UNITA, reabrindo o velho baú onde se escondem ainda os miseráveis fantasmas da guerra civil, continuou com a inauguração de fases, por exemplo, no Kilamba e na UAN (está prevista para Agosto a da primeira fase do aeroporto do Bom-Jesus (o Folha 8 já depositou o nome no label das invenções, cuidado com o pagamento de direitos de autor), ampliou-se com a valsa dos cartões (de eleitor) até chegar a uma espécie de pára o baile, forçado pela oposição, isto sem esquecer um dos seus pontos mais fortes, mas pouco visível, na eliminação da grelhas de programas que nem sequer de debate eram, mas onde se podia dar um opinião. Foram já alguns à vida, anunciam-se outros a ir para aí também.

Tesoura preventiva não dói nada II
Na TPA, o único programa de debate (mini-debate, em jeito de procura de consenso) político, social e económico, Semana em Actualidades, moderado por Antunes Guenje, e animado, o mais das vezes, pelos jornalistas Reginaldo Silva e Ismael Mateus foi subtilmente eliminado. O dito programa tinha atingido o seu estádio de maturação, pois os três animadores muito ajudaram a que as análises se alarguem a outros sectores e isso eraq o que menos convinha ne actual conjuntura de pré-campanha eleitoral. Portanto, foi eliminado como quem não quer a coisa, “en douceur”, porque quando começar a verdadeira campanha eleitoral isso de debates não é da nossa tradição!
Já antes disso, tinha-se retirado da grelha da TV Zimbo o programa de análise que opunha J.P. Ganga a NGárcia. E, para piorar, minimizar, praticamente acabar com essa porcaria de debates, mesmo sendo eles pseudos, o João Armando informou os ouvintes da Lac na passada quarta-feira (11.01.12) que o programa “A sua opinião”, com intervenções muito críticas de ouvintes durante cerca de duas hora, também tinha chegado ao fim da sua efémera existência.